Ponto de Vista – VERDADE BRASIL RI
Em comentário ao texto criado por Argemiro Ferreira no dia 14 de outubro de 2010 às 12:26h , feito à revista Carta Capital, o blog Verdade Brasil RI gostaria de expor sua opinião a respeito do tema.
Concordamos, com as afirmações feitas pelo escritor da Carta Capital, acreditamos que o Brasil não deve aceitar influências de nenhum outro Estado assim como colocar-se como uma situação de dependência econômica.
O que se enxerga hoje no Brasil sobre o ponto de vista econômico é uma disputa entre dois grandes partidos que sob os olhares de VBRI buscam o progresso, o desenvolvimento e a modernidade, más, com métodos diferentes.
Na questão relacionada a política externa do Brasil o PSDB defende que para aumentarmos nossa pauta de exportações e nossa posição nas Relações Internacionais devemos nos focalizar aos países mais ricos por possuírem maiores mercados (E.U.A e Europa ).
Ao contrário da posição exercida pelo PT que defende uma aliança aos outros países em desenvolvimento, para fugir da influencia geopolítica principalmente americana, com isso o “governo” PT busca parcerias com países vizinhos através do Mercosul, países da África e Ásia ( principalmente a China ).
Agora, pergunta-se: Qual é de fato o melhor método para o Brasil?
Será que para crescermos temos que “engolir” as ações unilaterais americanas ou podemos crescer em busca de novos parceiros comerciais, mesmo que os mercados destes países não sejam tão atrativos.
Essa deveria ser uma pergunta respondida por toda a sociedade brasileira.
A discussão não é de hoje, nos anos 70 o ex- Presidente da República Fernando Henrique Cardoso em conjunto com outro escritor Enzo Paleto escreveram um livro sobre a posição de influência exercida pelos E.U.A aos países latino-americanos, totalmente dependentes de suas empresas multinacionais.
Na época dizia – se que era impossível crescer sem ser nacionalista, não precisávamos ser nacionalistas, ser nacionalista era assunto somente para os militares, em palestra feita ao programa “Invencão do Contemporâneo” pela TV Cultura o economista Luiz Carlos Bresser disse: “ Eu nunca vi um país crescer e desenvolver-se economicamente independente se não for nacionalista, acreditava-se que o Brasil iria se desenvolver de forma natural em decorrência do tempo por estar dentro do mercado mundial.
Um economista alemão chamado Andre Gunder Frank criava a “Teoria da Dependência”.
Havia uma outra teoria “Dependência Associada”, o Brasil acreditava que ao associar-se aos E.U.A
um outro país americano de dimensões geográficas continentais iria se destacar no contexto geo-politico mundial.
Não me supreende a frase de Juracy Magalhães: “ Se é bom para os E.U.A é bom para o Brasil” uma ideia totalmente equivocada e ultrapassada.
Enquanto isso, enquanto houver essa briga política de esquerda ou direita, neo-liberal ou não, o Brasil perde tempo, o mundo não vai esperar pelo Brasil, enquanto lá fora, eles se desenvolvem, nós aqui ficamos atolados em discussões tolas, burocráticas e ideológicas, o país fica “marginalizado” segundo os comentários de Luiz Carlos Bresser.
Por que não? Pensarmos como a China e exportarmos nossos produtos para o mundo inteiro.
Por que não ? Sermos nacionalistas aprovarmos nossas reformas ( tributaria, trabalhista e politica...)
O que parece ser coerente são os comentários de Luiz Carlos Bresser onde ele propõe um novo desenvolvimentismo com uma política econômica de ajuste fiscal duro, câmbio competitivo e juros baixo.
Ao contrário ao método feito pela Ortodoxia Convencional com juros alto, câmbio baixo ou valorizado e ajuste fiscal frouxo.
